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TIPOS DE DETERGENTES

 

                                              Detergentes Ácidos

 

 

Os detergentes ácidos mostram-se mais efetivo na remoção de depósitos minerais. OS depósitos minerais podem ser formados pela reação entre o agente alcalino e os sais de cálcio e magnésio comumente encontrados na água dura, ou ainda esses depósitos são decorrentes da precipitação da água pela ação do calor.

Os detergentes ácidos dividem-se em: ácidos inorgânicos e ácidos orgânicos.

 

Ácidos inorgânicos: são agentes corrosivos, mas alguns são empregados para remover incrustações, resultante da dureza da água, e pela precipitação de partículas em função da ação do calor. Os detergentes inorgânicos apresentam na sua formulação ácidos como sulfúrico(H2804), clorídrico (Hcl) e fosfórico (H3 PO4) e outros.

 

Ácidos orgânicos: os detergentes a base de ácido orgânico são bacteriostáticos, podendo ser associados com outras substâncias. Neste grupo enquadram-se o ácido glucôneo, ácido levulínico e o ácido hidroácetico.

O que caracteriza um detergente ácido!

  • Concentração ao redor de 0,5%.
  • pH entre 2,5 ou menor
  • Ação corrosiva

 

                                           Detergentes Alcalinos

 

Os detergentes alcalinos são eficazes na remoção de materiais orgânicos, incluindo proteínas e lipídeos, porém não são adequados para remoção de resíduos minerais. Os agentes alcalinos dividem-se em forte e fraco.

Os álcalis fortes são hidróxido de sódio (NaOH), o metassilicato de sódio (Na2SiO3 5H2O), e o ortossilicato de sódio (2Na2O SiO2 (5,5 H2O) entre outros. OS álcalis fortes caracterizam-se pelo efeito corrosivo.

Os álcalis fracos são: carbonato de sódio (NaCO3); o biocarbonato de sódio (NaHCO3), e o pirofosfato tetrassódico (NaP2O7) e outros. Os álcalis fracos também removem resíduos orgânicos. Esses álcalis apresentam-se mais eficaz que os detergentes neutros, pois melhoram a dispersão e suspensão.

 

 

                                      Detergente enzimático

 

 

Em 1913 surge na Alemanha o primeiro detergente constituído de enzimas, fabricado com tripsina de pâncreas de suíno. Após cinqüenta anos a comercialização deste tipo de produto ganhou significância devido ao desenvolvimento de um detergente enzimático à base de protease bacteriana. Esses detergentes tiveram seu uso voltado a limpeza de roupas em lavanderias hospitalares e abatedouros. No início da década de oitenta demais componentes como amilase e lípase passam a integrar a formulação de detergentes, sendo estes mais indicados para uso de material hospitalar.

 

                                Detergente enzimático líquido

 

Este grupo de detergentes merece um capitulo a parte, tendo em vista que o comportamento físico de detergentes líquidos é bastante influenciado por variações na formulação.

Os compostos multienzimáticos requerem cuidados para manutenção da estabilidade.  Pode-se recorrer á diminuição do percentual de água, na formulação para obter melhor estabilidade do produto. Alguns agentes como monopropilenoglicol, glicerol ou sorbitol são empregados para reduzir o percentual de água. O emprego de monopropilenoglicol em proporções de 20 a 50% contribui para inibir o crescimento microbiano.

A opção pelo glicerol ou sorbitol implica na adição de agente antimicrobiano à formulação no intuito de coibir o crescimento de fungos.

Uma questão bastante preocupante em formulações multienzimáticas refere-se á estabilização e/ou inibição da atividade da protease. A associação de borato e propilenoglicol inibe a atividade proteolítica da protease no detergente concentrado.

Com relação a lipase, comprovou-se na década de oitenta que estas enzimas permanecem ativas em solventes orgânicos. A adição de surfactantes melhora a permeabilidade celular, facilitando a ação da lípase.

A enzima mais comum na formulação de detergente é a protease. Esta enzima tem por característica hidrolisar proteínas em peptídeos menores, facilitando a sua dispersão. O segundo grupo de enzimas mais utilizado em detergentes é a amilase, esta responde pela hidrolise de óleos e gorduras que são de difícil remoção com o emprego de apenas surfactantes.

A formulação de um detergente é dividida em dois grupos a saber:substâncias  principais e substâncias coadjuvantes.as substâncias principais de um detergente enzimático são os tensoativos e as enzimas.Há vários tensoativos e enzimas para uso nesses produtos.A diferença entre as enzimas está na atividade enzimática de cada uma.Ou seja, entre 3 tipos de protease oque irá diferir uma da outra é a atividade enzimática individual.

Com relação ao coadjuvante , há vários elementos.O importante é deixar evidente que o percentual (%) de uma enzima em uma formulação não garante a qualidade do produto.todos os elementos que constituem o produto  precisam estar em equilíbrio para que a enzima mantenha sua atividade.

 

                   Detergente para limpeza de artigos médicos

 

1º passo: Ler o rótulo do produto

 

Os dizeres do rotulo deve atender a Lei Federal nº 6.360 de 23 de setembro de 1976, e o Decreto nº 79.094, de 05 de janeiro de 1977, que a regulamenta e contém informações relativas a:

 

 

  • Nome do produto e sua finalidade
  • Instruções e precauções de uso
  • Composição qualitativa do produto
  • Principio ativo
  • Nome do técnico responsável (e seu registro no Conselho Regional)
  • Prazo de validade
  • Conteúdo da embalagem
  • Nome, endereço e CGC do fabricante

 

 

2º Passo: Solicitar ao fabricante informações quanto a característica química do detergente como:

 

a)       Matéria ativa total do tensoativo em porcentagem (%)

b)       pH do produto puro e pH da solução

c)       Alcalinidade livre e total se o produto for alcalino

d)       Diluição de uso

 

3º Passo: Correlacionar a diluição de uso com a rentabilidade do produto

Avaliar quantos litros podem ser preparados de solução e qual o preço do litro diluído.

 

4º Passo: Escolher o detergente de acordo com o método de limpeza

 

 

                              Detergente para limpeza manual

 

                               Fatores que influenciam na escolha do detergente

 

·                   Tipo e quantidade de resíduos a ser removido

·                   Natureza da superfície a ser limpa

·                   Qualidade da água

·                   Método de aplicação do agente de limpeza

·                   Rentabilidade do produto por litro

 

A CME recebe materiais médicos utilizados em diversos procedimentos (diagnostico e ou tratamento) com maior ou menor carga microbiana em função do sitio anatômico da intervenção. Há procedimentos onde os artigos entram em contato com o tecido adiposo abundante. A lipase tem um papel importante, mas o tipo de tensoativo e a interação entre esses elementos na formulação também. É necessário ainda conhecer a natureza da superfície a ser limpa, ou seja, qual á a constituição da mesma em termos de matéria prima, pois é sabido que a superfície limita a escolha do detergente em função do nível de corrosividade frente a determinadas formulações. Os agentes fortemente alcalinos tem, efeito corrosivo em vidro, alumínio e alguns aço inoxidável.

Outro ponto importante a se considerar na escolha do detergente diz respeito á qualidade da água, especialmente sais levando a formação de depósitos na superfície. Águas que apresentam índice de dureza de 100ppm de CaCO3 requerem detergentes que tragam na formulação agentes sequestrantes ou quelantes. O método de limpeza a ser empregado é outro aspecto a ser considerado antes da escolha do detergente, pois alguns detergentes, em função da quantidade e tipo de tensoativo produzem muita espuma, que podem interferir, por exemplo, na bomba do jato de lavagem, no caso de limpeza automatizada.

O excesso de espuma implica no aumento de consumo de água e energia para a total remoção do resíduo de detergente que poderá cristalizar-se, permanecendo aderido a reentrâncias do material. Este resíduo assume características de matéria estranha.

 

                                 Proteção e segurança da equipe

 

Antes de avançarmos no tópico limpeza, é recomendável que abordemos os requisitos de proteção e segurança da equipe independentemente do método de limpeza a ser adotado. Esses requisitos objetivam proteger a equipe da possibilidade de aquisição de infecções.

A NR32 tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação, de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral.

Esta regulamentação é uma portaria do Ministério do Trabalho e Emprego, e esta em vigência desde novembro de 2005; este documento tem aspecto legal. Aos profissionais com possibilidade de exposição a agentes biológicos deve-se:

·         Fornecer vestimenta de trabalho adequada e em condições de conforto.

·         Providenciar e assegurar a utilização de equipamento de proteção individual (EPI), que deve incluir: luvas resistentes a líquidos e furos, protetor facial, óculos, avental e demais itens que se julguem necessários, considerando-se o risco de exposição.

 

É importante destacar que a adesão do funcionário as medidas de proteção adotadas, será facilitada mediante treinamento contínuo e EPIs adequados, em quantidade suficiente e funcionalidade.

 

                                             Ação Manual

 

É entendida como ação mecânica, pois emprega o uso da força manual.

A limpeza manual é recomendada para materiais delicados, de desenho complexo, para instrumentais de microcirurgia, instrumentos óticos e motores acionados através de ar ou gases.

O cuidado no manuseio desses materiais deve ser observado para evitar danos aos mesmos. O uso de escovas com cerdas muito duras  o emprego da força manual também precisam ser considerados no manuseio desses materiais.

As recomendações para o processo de limpeza manual preconizam que o primeiro passo é lavar o material com água morna ou tépida, ou então, submetê-lo a solução detergente por até 10 minutos, preferencialmente até que toda a sujidade sobre o instrumento seja amolecida.

A aderência da sujidade depende do espaço de tempo que decorre entre o material sujo e o inicio do processo de limpeza. Toda sujidade aderida torna-se mais difícil de ser removida e, portanto, o tempo para obtenção do material limpo será maior.

O processo de limpeza manual pode ser agilizado com o uso de detergente enzimático. Lembre-se de consultar as instruções de uso do detergente enzimático bem como o fabricante do material a fim de garantir a compatibilidade do produto e material a ser limpo.



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